6 de abril PRIMEIRA GREVE GERAL: UMA NOVA DERROTA DE MACRI

Comunicado de Imprensa da TPR
Quinta-feira, 6 de abril de 2017

Depois do fracasso do 1º de abril Macri admite que “não há plano B”

6 de abril PRIMEIRA GREVE GERAL: UMA NOVA DERROTA DE MACRI

Juan Marino, dirigente da Tendencia Piquetera Revolucionaria (TPR), declarou que “a primeira greve geral sob o governo macrista é uma nova derrota política de Macri. Acaba de fracassar rotundamente com a convocatória no primeiro de abril, que segundo a própria polícia portenha reuniu 25.000 pessoas na Praça de Maio, uma clara minoria se comparada com os milhões que levamos a 6 praças de maio e mobilizamos constantemente durante todo o março trabalhador e anti-macrista. À greve aderem não somente os grêmios da CGT, em primeiro lugar os da CATT que asseguram a paralisação total do transporte, como também a união ferroviária e o SMATA, que se mantiveram separados do triunvirato. A grande maioria do movimento operário vai a greve. Não pode bloquear a luta operária valendo-se do triunvirato da CGT. Trata-se de uma nova vitória da esquerda e do kirchnerismo contra macri. Soma-se à aprovação da emergência social e às conquistas das organizações piqueteiras. Soma-se à modificação ao imposto no salário contra o Cambiemos. Soma-se ao fracasso do protocolo antipiquetes. Com a luta política e popular, estamos impondo derrota após derrota a Macri. Estamos preparando o caminho para a derrota eleitoral do macrismo nas eleições de outubro.

O “PLANO A” DE MACRI É IMPOR O AJUSTE COM REPRESSÃO

O dirigente da TPR afirmou que “repudiamos a operação repressiva montada para o dia da greve. O governo tem que evitar que os setores abertamente repressivos do próprio gabinete, tendo à testa Patricia Bullrich, imponham suas propostas irresponsáveis e aventureiras. A polícia reprime de maneira ilegal, como vimos em Lanus, porque se sente respaldada pelo poder político. Pelo contrário, uma provocação repressiva no marco da greve geral poderia desestabilizar todo o sistema político. Os únicos beneficiários seriam os Patricia Bullrich ou os Lorenzetti que se juntam com Sérgio Moro e Bonadio para armar o Mani Pulite (Mãos Limpas) argentino. Advertimos que com repressão e perseguição judicial não vão poder deter o repúdio popular que gera a política do macrismo. Somente o vão aumentar. Já sabe muito bem o governo que o povo argentino não tolera que assassinem seus companheiros, como ocorreu com Kosteki e Santillán. Macri deveria escutar mais a Carrió e menos a Patricia Bullrich. Alguns meios assinalam que o governo já teria tomado nota de que não se pode pretender tirar os gremios e os piqueteiros das ruas. Desde a TPR, exigimos do governo um pronunciamento inequívoco contra a repressão, que retire a ação repressiva e permita o livre exercício do direito a paralisação e a protestar.”

“Ou vão presos ou se voltam contra nós”: MACRI NÃO É GANDHI, MACRI É RAJOY, THATCHER Y VIDELA

Em aberta polêmica com a virada bélica que decidiu o macrismo a partir da marcha de 1º de abril, Marino observou:”Macri hesita em reprimir, mas decidiu dar uma virada abertamente reacionária. Isto não se deve por que “as pessoas peçam” em marchas como a do 1º de abril. Pelo contrário, Macri utiliza como desculpa essa marcha fabricada na medida para fazer passar uma orientação que tomou na Espanha durante a reunião com Rajoy. O conselho que lhe deu o representante da Troyka e a austeridade era que devia romper com a timidez e fazer as reformas antes das eleições. Trata-se, portanto, de um realinhamento em função das exigências do capital internacional. A semelhança de Vidal com Tatcher que fez o diário El país e a provocação de Macri no salão branco acusando de mafioso o sindicalismo vai em linha com essa declaração de guerra ao movimento operário. O modelo econômico de Macri, que é o mesmo da última ditadura militar como denunciamos no último 24 de março, só fecha sobre a base de empastelar os sindicatos e entregar o país ao capital financeiro. Que Macri avise que não está disposto a ser Gandhi mostra a tônica bélica e anti-pacifista com a qual pretende encarar o processo eleitora. Não por nada decidiu uma compra milionária de material militar aos EUA para somar a Argentina às aventuras militares do imperialismo. Desde a TPR alertamos que qualquer tentativa por parte do macrismo de tentar evadir da luta eleitoral para desviá-la para o terreno judicial só vai redundar no maior fracasso do macrismo. Liberdade para Milagro Sala é um clamor popular que não para de crescer e a imagem positiva do governo está desmoronando. O povo argentino já não confia em Macri e os supostos êxitos econômicos são nulos perante o aumento da inflação e a queda do consumo popular. antes que agravar os problemas fazendo guerra à oposição política e social, Macri deveria dedicar-se a governar. O des-governo macrista, pelo contrário, só reforça a necessidade de uma saída antecipada e exige por parte dos deputados opositores a determinação de romper qualquer pacto e iniciar o pedido de julgamento político de Macri no congresso.”

MACRI COM O FORO ECONÔMICO MUNDIAL, O POVO ARGENTINO COM A PRIMEIRA GREVE GERAL

“Como lhe disse a própria Mirtha Legrand na cara, Macri não vê a realidade. enquanto a classe operária argentina protagoniza o primeiro plano nacional contra Macri, este vai inaugurar a edição latinoamericana do Foro Econômico mundial no hotel Hilton em Porto Madero. Também participam autoridades do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), o Banco Mundial para a América Latina e o Caribe e o fundo Monetário Internacional (FMI). Ou seja, que longe de responder ou refletir, como espera o triunvirato, Macri se reúne com o capital financeiro internacional para discutir como reinventar os contratos coletivos de trabalho. Ainda que pareça exagero, Macri disse que se tinha que trabalhar aos sábados e domingos. Crê que provocando o movimento trabalhador vai seduzir o capital. O mesmo presidente que vive cansado e em férias crônicas, pensa que o problema é que os trabalhadores não querem trabalhar. O mesmo busca Patricia Bullrich quando disse “vão trabalhar, sindicalistas!” Pelo contrário, vontade de trabalhar sobra e o que não há são postos de emprego. Os únicos parasitas são os que defendem os banqueiros e o grande capital. Contra este foro anti-operário do saque imperialista, saudamos a iniciativa impulsionada pelos companheiros do FOL, Corrente Classista René Salamanca, MRP e outras organizações, de mobilizar no Hilton por ocasião do piquete na Ponte Pueyrredón. Como TPR e AVP participaremos com uma delegação” acrescentou Lionel Stiglitz da AVP.

O FMI DESMENTE MACRI: “O INVESTIMENTO TARDARÁ MAIS TEMPO DO QUE ANTECIPOU O GOVERNO”

Em resposta a que a greve geral impede que venham os investimentos, Marino respondeu: “associar o legítimo exercício de protesto com bloquear os investimentos é uma fantasia anti-operária que só pode ocorrer a Macri. Pelo contrário, Macri deveria escutar mais o economista chefe para a região do Fundo Monetário antes que a suas próprias fantasias direitistas.Textualmente, o funcionário do FMI afirmou no evento do Instituto de Finanças Internacionais organizado pelo Banco Galicia no hotel Four Seasons que ‘ter um gasto de Governo tão alto, retira recursos para que o setor privado, empresas grandes e pequenas, tenham recursos a custos sensatos para levar a cabo projetos de investimento’ e, nesta mesma linha, afirmou ‘é importante que o Governo leve a cabo ações que sejam consequentes com lograr as metas que se impõe. Mas o importante é que as pessoas percebam que o Governo fez o necessário para alcançar os objetivos. É importante que os funcionários expliquem suas ações e se há desvios, que sejam explicados. A credibilidade nunca é imediata’. Que tal? quer dizer que, para o FMI, os investimentos nunca chegam à Argentina! por culpa de Macri e não por culpa dos piqueteiros! Como Rajoy, estão fartos de esperar Macri e reclamam um ajuste em toda a linha sem importar as consequências de una ‘crise social’, leia-se um Argentinazo. Para evitar a crise, temos que derrubar o governo fundomonetarista de Macri. Que Macri siga no governo é um risco para o povo argentino”.

MACRISMO EM TEMPOS DE ABATIMENTO: “SE PERDERMOS AS ELEIÇÕES EM OUTUBRO, É UM FRACASSO”” (FRASE TEXTUAL DE MACRI)

Para finalizar, Marino afirmou que “a TPR participa da primeira greve geral contra o governo de Macri dizendo ¡Basta Macri! Em primeiro lugar, destacando que a greve geral não é uma ‘válvula de escape ou terapia de grupo’, como dizem certos burocratas, mas que é uma greve geral pela vitoria da luta docente. Os docentes estão sofrendo a anulação ilegal de sua paritaria nacional e os constantes ataques anti-sindicais de Vidal. Em segundo lugar, deixando claro que, com suas provocações políticas contra a greve, o governo demonstra que aposta todo seu capital político em destruir o movimento operário. Macri vem com tudo. Sabe que se está julgando o futuro de seu governo. Os trabalhadores temos que ir para o tudo ou nada contra Macri, continuando o plano de luta depois do 6 de abri, e militando pela derrota eleitoral do macrismo.”

Contacto:
Juan Marino, dirigente de la TPR – (011) 156 335 9278
Lionel Stiglitz, dirigente de la AVP – (011) 154 159 0976
Secretaría de Prensa de la TPR
TENDENCIA PIQUETERA REVOLUCIONARIA
sec.prensa.tpr@gmail.com // www.elpiquetero.org // http://www.partidopiquetero.org

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